MINHA JORNADA e O TAROT COM CAFÉ

Eu não me recordo bem onde exatamente começou minha história com o tarot, quando comecei a ler cartas como uma ferramenta de orientação para mim e outras pessoas. Lembro de ter descoberto em uma banca de jornal uma revista da Monica Buoflingio que continha um “baralho dos anjos” quando menino. Eu li e logo já estava nas perguntas de “sim e não”. E tudo era tão inovador, tão místico e tão mágico. No fundo acho que não entendia nessa idade o objetivo das cartas, só sabia que era algo que me encantava e deixava minha imaginação livre... Mais tarde ganhei de minha mãe meu primeiro tarô. Era um tarô de Marselha apenas com os arcanos menores, na época o tarô era recente no Brasil e não tinham muitas coisas sobre o assunto tão pouco o fácil acesso a um tarô completo. Ali foi verdadeiramente meu primeiro contato com o mundo do tarô.

Comprei uma revista que ensinava a ler tarô e aprendi as bases do que na época era algo que mais me dedicava. Com o tempo que ficara velho, o colei em folhas de cartolina preto e ainda o usei por uma década. Infelizmente não lembro que fim deu essas cartas. Até hoje esse baralho foi uma das minhas mais fortes conexões com o mundo espiritual. Hoje tenho um idêntico e ainda o uso.

Agora, com cerca de 10 decks em uma pequena coleção, apenas recentemente tenho trazido a mim os tarôs da minha vida! Cartas de colecionador e outras lindas para trabalho que tenho reunido... Pode parecer estranho nunca ter sido proprietário de baralhos de tarô antes disso. Talvez por tempo ou não ter me dedicado realmente a isso, ou de tantas mudanças que fiz em minha vida. Os baralhos com temas renascentistas me chamam sempre atenção, os que contam histórias de famílias e de tempos dos quais não estive.

Dizem que seu primeiro tarô precisa ser comprado ou dado por uma outra pessoa... mas não acredito nisso. Fico pensando o quanto minha mãe relutou em deixar que eu gostasse desses assuntos místicos quando criança. E eu acho sempre bom escolher um baralho que você se sinta atraído ou sabe que você sentirá uma imensa conexão. Se eu tivesse ganho um tarot de Thot eu teria abandonado as cartas a muitos anos atrás.

O Tarô não era realmente algo que eu estava curioso para explorar nos meus 20 anos. Acho que uma parte de mim sempre estava contente e confortável com minhas cartas, com a abertura de permitir que o Tarô viesse a mim sozinho quando universo decidiu que era hora. Eu sempre considerei o Tarô bastante sério e poderoso ... algo que deve ser aceito sem força e ego ligados. Na época lembro de ter abandonado o atendimento ao tarô pois não estava mais tão interessado em escutar tantos problemas e atender a quantidade de pessoas que estava atendendo. Coisa de gente jovem que queria ganhar o mundo. E com uma dessas aventuras, minha estadia na Itália, precisamente em Milão foi que o tarô voltou a mim como um chamado. Visitar o Castelo Sforza e ver de perto uma das primeiras cartas de tarô do mundo me animou com uma saudade imensa. Depois visitei uma cafeteria de duas wiccanas que também me fizeram compreender que posso fazer algo místico unindo outras coisas que gosto. Voltando ao Brasil atendi novamente algumas amigas onde a partir daí dei inicio ao Tarot com Café. Meu projeto mais querido.

Agora, nos meus 30 anos, com muita energia cármica incrível ao meu redor, estou pessoalmente em um lugar transcendente e aumentando minha concisão mais alta, onde sinto que posso lidar com esse pequeno “extra” das leituras agora, com novos cursos, novas ideias e outra abordagem nas minhas leituras ... também sinto que estou em um espaço de energia suave para ter a paciência de realmente mergulhar no ofício para entender todos os fatos, história, estrutura e significados do Tarô com uma mente mais aberta. A jornada de todos com o divino é diferente. Só fiz o que me parece natural ao explorar minha intuição e a maneira como busco respostas, orientações e ganho de sabedoria nos caminhos de todas as manifestações. Quero expressar que o que funcionou para mim não ressoa com todos, nem garante uma experiência ou resultado semelhante.

Só para compartilhar com aqueles que gostam de saber de toda nossa história e de como iniciamos nas cartas. O tarô para mim sempre foi a coisa que mais amo fazer. E quando consultamos o Tarô, mostramos as lições exatas que precisamos aprender e dominar para viver uma vida realizada. É como segurar um espelho para si mesmo, para que você possa acessar sua mente subconsciente. Fico continuamente surpreso com minhas leituras de cartas e com os retornos que os clientes me dão, já bati veementemente contra leituras de cartomantes para no fim concretizar aquilo que eu havia dito. Fico surpreso com a rapidez com que as cartas se abrem e falam comigo.

Dito isso, para mim ler cartas nunca foi recitar o conteúdo do livro decorado, ou apenas dizer o que o consulente deseja ouvir. Cada consulta é uma novidade e algo diferente, mesmo que seja uma nova palavra ou uma reflexão sobre a pergunta feita. Sinto sempre algo único em cada consulta com que faz que eu me torne próximo de cada consulente que deito as cartas.

Até agora, minhas leituras foram precisas, consistentes e esclarecedoras e estou animado para expandir ainda mais ... Lembre-se de que todos nós já temos todas as respostas dentro de nós… as cartas logo à frente são um pouco de luz sobre o que já sabemos. Somos todos um e conectados. 

Muito amor para todos

Rildson Valmonti